Janaina Torres Galeria apresenta projeto solo de Vivi Rosa
Janaina Torres Galeria leva projeto solo de Vivi Rosa à SP-Arte Rotas, artista finalista do LOEWE FOUNDATION Craft Prize 2026
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A galeria leva à feira a instalação Manada, da série Rebanho, com onze esculturas que tensionam a dialética entre coletivo, pertencimento e singularidade“O reuso não é só material: é filosófico. É a recusa da obsolescência. É a recusa de aceitar que o que foi ferido deve ser descartado.” Vivi Rosa Janaina Torres Galeria acaba de apresentar sua mais nova representação: a artista visual Vivi Rosa (Cascavel/PR, 1981). E, para marcar sua chegada, leva à SP-Arte Rotas, no stand F01, projeto solo que traduz o momento atual da artista, a instalação Manada, da série Rebanho. Nascida em Cascavel, Paraná, em 1981, é radicada há quase 20 anos em São Paulo, onde, desde 2018, mantém o Ateliê Casa Ondina. Autodidata, trabalha no campo da pesquisa escultórica, incluindo instalações, videoartes e a fotoperformances. A artista que teve passagem pela moda, pelo teatro e pela marcenaria antes de se fixar na escultura, imprime um diálogo íntimo e pessoal entre a obra e o corpo (muitas vezes o próprio), e traz para a centralidade de sua pesquisa o comportamento da matéria. Desde 2022, a artista consolidou sua trajetória de exposições individuais e coletivas no Brasil, Portugal, Itália e França e, a partir de 2025, entrou em um ciclo de reconhecimento institucional mais amplo, com a seleção para prêmios e mostras internacionais, culminando, com a indicação ao LOEWE FOUNDATION Craft Prize 2026, do qual foi finalista com a obra Ressonância, exposta na National Gallery Singapore e que passou a integrar o acervo da Fundação. O prêmio, criado pela grife espanhola, tem como propósito tensionar a fronteira entre ofício e arte contemporânea, o que vai ao encontro da pesquisa desenvolvida pela artista. A obra de Vivi Rosa não reside no saber transmitido entre gerações, a artista não parte de uma tradição herdada de um ofício familiar e sim cria soluções materiais originais, pessoais e orgânicas, que expressam memórias sensoriais constitutivas, como as vividas pela artista na infância, na zona rural – a família tinha na floresta seu principal recurso, a decoração da casa era feita de madeira que o pai esculpia a facão, e os animais que morriam eram empalhados. A economia de reparo e invenção manual são os fatores germinais do método, que transforma reminiscências íntimas e a observação do mundo em vocabulário escultórico. Como ponto chave de sua linguagem, Vivi desenvolve uma massa autoral moldável que contém camadas simbólicas, filosóficas e de memória. Cerca de 70% de sua composição vem de resíduo urbano: pó de vidro triturado de cooperativas que lidam com descarte industrial, retalhos de algodão de ateliês de moda, pó de ferragem de serralherias, limalhas recolhidas em chaveiros. Cimento, cola e pigmento completam a mistura, que ganha peso, textura e acabamento. Na obra de Vivi, a utilização de materiais descartados ou de reúso, no entanto, não se fixa puramente na questão da sustentabilidade ambiental, a pesquisa extrapola em direções filosóficas que levantam uma reflexão sobre resgatar o que perdeu valor econômico e devolver-lhe valor simbólico. Em outra camada, ao eleger materiais de descarte de certos circuitos produtivos, para compor a massa que resulta, visualmente, em uma aproximação de materiais considerados nobres para a tradição escultórica (madeira maciça, bronze, pedra e cerâmica), ela expõe as fragilidades da hierarquização dos materiais na arte e na sociedade. Em um sentido mais amplo, trata-se de questionar o ciclo de produção, consumo, descarte e valor que organiza a sociedade contemporânea. Ainda no espectro da matéria se estabelece o conceito definidor da poética da artista, o ato de ‘Contramoldar’, que, no contexto da obra, diz respeito ao ato relacional (e ao impacto transformador mútuo) entre a artista e a obra. Suas peças exigem negociação: orientam gestos, impõem pausas, definem ritmos. Em resumo, Vivi Rosa não trabalha principalmente com formas, mas com comportamentos da matéria que nos convocam a repensar os limites do visível, do palpável e do habitável no espaço expositivo. Presença, corpo, relação, repetição, equilíbrio, pertencimento, cavidade e gesto são variações dessa questão que baliza o seu trabalho. Projeto solo Manada: corpos em relação, a experiência coletiva do pertencimento A escolha da Janaina Torres Galeria pela instalação Manada (e quatro fotoperformances desdobramentos da mesma), de Vivi Rosa, como projeto solo para a SP-Arte Rotas 2026 marca o patamar atual da pesquisa da artista. Manada, instalação composta por 11 esculturas, medindo 1,50 m de altura, convida o observador à questionar a relação entre indivíduo e grupo pela via da matéria e do estado de presença. Nela, a repetição não é reprodução mecânica: organiza uma experiência de aproximação, reconhecimento e pertencimento. As peças compartilham origem e linguagem, mas preservam diferenças — o coletivo tensiona a singularidade sem dissolvê-la.
Janaina Torres Galeria Fundada em 2016, a galeria desenvolve um programa curatorial dedicado à produção contemporânea brasileira, refletindo um amplo contexto cultural e atento tanto às investigações formais quanto à sua relevância diante das questões sociais, políticas e culturais. Essa perspectiva orienta a seleção dos artistas representados, cujas trajetórias são acompanhadas pela galeria, que atua na difusão de suas produções e na construção de suas carreiras, inserindo suas obras em importantes coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior. Ao longo de sua trajetória, a galeria estabeleceu parcerias com mais de quarenta instituições nacionais e internacionais, entre elas a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Instituto Inhotim (Brumadinho, MG), o Museu de Arte do Rio (MAR), o Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Madri), a Fundação Capriles Brillembourg (Madri), a El Espacio 23 – Jorge M. Pérez Collection (Miami), o Museum of Latin American Art (MOLAA, Los Angeles) e a AkzoNobel Art Foundation (Holanda), entre outras. A galeria participou de mais de vinte edições de feiras de arte nacionais e internacionais, incluindo SP–Arte, ArtRio, Pinta Miami (EUA) e Zona MACO (Cidade do México). São representados pela Galeria os artistas: Andrey Guaianá Zignnatto, Antonio Oloxedê, Caio Pacela, Daniel Jablonski, Deborah Paiva, Dee Lazzerini, Feco Hamburger, Helena Martins-Costa, Jeane Terra, Kika Levy, Kitty Paranaguá, Laíza Ferreira, Liene Bosquê, Luciana Magno, Manuela Navas, Marga Ledora, Osvaldo Carvalho, Pedro David, Pedro Moraleida, Sandra Mazzini e Vivi Rosa. Vivi Rosa (Casavel/PR, 1981) Coleções LOEWE FOUNDATION Universidade Estadual Paulista (UNESP) Prêmios, seleções e reconhecimentos 2026 – Finalista, LOEWE FOUNDATION Craft Prize, exposição na National Gallery Singapore, Singapura 2026 – Menção de Melhor Pesquisa, CREA Cantieri del Contemporaneo, Veneza, Itália 2025 – Selecionada, MICBR + Iberoamérica, Fortaleza, Brasil Exposições individuais 2025 – Desnível, Porto ao Porto, Porto, Portugal 2025 – Conex Chão, Centro Cultural Visconde de Mauá, Minas Gerais, Brasil 2025 – Conex Chão, Instituto Rubens Gerchman, Prata, Brasil 2025 – Vestígios, Galeria Objeto Particular, São Paulo, Brasil Residência Artística 2025 – Porto ao Porto, Porto, Portugal Exposições Coletivas 2026 – Fio Condutor, Galeria Apartamento 61, São Paulo, Brasil 2026 – Radar Arte São Paulo, São Paulo, Brasil 2026 – Rome Experimental Video and Performing Art Festival, Roma, Itália 2026 – 53º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Brasil 2026 – Bienal Intercontinental, Cidade do Panamá, Panamá 2025 – Versa 360, Pavilhão Ciccillo Matarazzof, São Paulo, Brasil 2025 – Entre mundos, Centro Brasileiro Britânico, São Paulo, Brasil 2025 – Paralelas, Galeria FFAC, São Paulo, Brasil 2024 – Emaranhadas 2, Casa Ondina, São Paulo, Brasil 2024 – Refratário, Porto ao Porto, Rio de Janeiro, Brasil 2024 – A Gente Ama o Que Não Conhece, Galeria Mits, São Paulo, Brasil 2024 – Plástico Bolha, Galeria Casa Nova, São Paulo, Brasil 2024 – Confluência, Tato Galeria, São Paulo, Brasil 2023 – Exuberância Tropical, Paris, França 2023 – Formas de Vento, Casa Molde, São Paulo, Brasil 2023 – Emaranhadas, Casa Ondina, São Paulo, Brasil 2022 – A Reciprocidade do Toque, Casa Ondina, São Paulo, Brasil 2022 – Intimidade, Casa Ondina, São Paulo, Brasil 2022 – Habitar, Casa Ondina, São Paulo, Brasil Mais informações: Instagram: janainatorresgaleria Serviço Janaina Torres Galeria apresenta: Vivi Rosa, na SP-Arte Rotas 2026 De 26 a 30 de agosto, no stand F01, na SP-Arte Rotas Programação da feira e dias e horários de visitação: 26 de agosto – convidados 27 e 28 de agosto – 13h às 20h 29 de agosto – 12h às 20h 30 de agosto – 12h às 19h Local: ARCA Endereço: Av. Manuel Bandeira, 360 – Vila Leopoldina. São Paulo – SP Valores: A partir de R$ 100 (inteira) | R$ 50 (meia-entrada) Mais informações: Link |
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