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Dizem que praia de paulistano é bar. Eu, como paulistana, posso afirmar que é isso mesmo! Levamos esse ditado tão à risca que a cidade conta com 20 mil bares, prontos para agradar os mais diversos públicos. Quando viajo, não resisto quando vejo um local com alto astral, conversa solta e muita cerveja rolando e vou logo entrando.

Depois de peregrinar por alguns bares da Europa durante as minhas viagens, fui pela primeira vez em um bar na casa nova, na cidade de Brescia. Debutei em Brescia em uma cervejaria supertransada, decorada com muitos barris de carvalho, além de um balcão com torneiras de cervejas e mesa de bilhar de inspiração londrina. O cardápio de cervejas não era muito extenso, mas continha algumas ótimas opções, como a italiana Peroni Gran Riserva Doppio Malto, a tcheca Pilsner Urquell e a belga St. Stefanus. Comecei pela italiana Peroni Gran Riserva Doppio Malto, originada de uma receita do próprio Giovanni Peroni, com sabor intenso e aroma de cereais. Fantástica! Enquanto curtia a minha cervejinha e jogava conversa fora, percebi que as mesas próximas sofriam um elevado turnover. Independentemente se eram ocupadas por grupos de amigos ou casais, o esquema era sempre o mesmo: as pessoas chegavam, pediam uma cerveja ou uma coca-cola (urgh!) e algo para comer, comiam, bebiam e finito! Ainda não totalmente convencida de que esse é o esquema normal em Brescia, decidi encarar a segunda rodada com uma Pilsner Urquell, o que gerou certa surpresa na garçonete, que estava preparada para me servir a sobremesa! Ganhei a parada e continuei observando o fluxo constante das mesas vizinhas. Havia reservado a seletíssima St. Stefanus, cerveja criada em 1295 na abadia do mesmo nome, para a saideira. Porém, entendi que não tinha espaço para a saideira, duas rodadas de cerveja já foi muito além do padrão bresciano, mas fui embora com a sensação de quero mais…

Resignada com o esquema de cervejaria bresciano, planejo voltar para pedir uma St. Stefanus, comer alguma coisinha e finito!